Avatar de: Caju & Castanha

Caju & Castanha

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Playlists
    1. O Pobre e O Rico
    2. A Mulher Bonita E A Feia
    3. Mulher De Amigo Meu
    4. Futebol no Inferno
    5. Poesia do "CU"
    6. São Paulo X Corinthians
    7. O Crente E O Cachaceiro
    8. O Ladrão Besta E O Sabido
    9. O Poder Que a Bunda Tem
    10. Embolando Na Embolada
    11. Vendedor de Bucetas
    12. A Mulher do Corno Rico e a do Corno Pobre
    13. O Peido do Nordeste
    14. No Rap Ou No Repente
    15. Coco do Trava Língua
    16. A Herança da Minha Vó
    17. Toque Meu Bem
    18. Brasil x Argentina
    19. Desafio do Fla-Flu
    20. Flamengo X Vasco
    21. Corno X Prostituta
    22. Futebol no céu
    23. Escola Nota Dez
    24. So Putaria
    25. Salário Do Deputado E Salário Do Operário
    26. Professor de Embolada
    27. Gaguinho
    28. O Jogo Dos Cornos X Prostitutas
    29. Santos x Corinthians
    30. Embola Rep
    31. Duvido Você Dizer
    32. Zé Vigia
    33. Vamos Cantar Embolada
    34. Corinthians X Palmeiras
    35. Corno Rico E Corno Pobre
    36. Futebol Lá No Céu
    37. A marvada pinga
    38. Corinthians x Santos
    39. A Gorda
    40. Bunitin, Cherozin, Charmozin
    41. Duvido Você Dizer
    42. Quem Ta Parado É Viado
    43. Todo Dia Na Escola
    44. Vitória X Bahia
    45. A Fome Zero Zerou
    46. Melô da CPI
    47. Forró Putaria
    48. Casa de Corno
    49. Pelé Ou Maradona
    50. História e Glória (O Nascimento)
    51. Sofrimento No Busão
    52. A história do Mamute
    53. Beijo no escuro
    54. O Taxisista
    55. Santa Cruz X Sport
    56. Melô dos camelôs
    57. Humilhando Ronaldinho
    58. Truva de São Paulo X Corinthians
    59. Bahia X Vitória
    60. O Socó e a Aranha
    61. Bigorrilho
    62. Andando de Coletivo
    63. Menina Diet
    64. Tô Doidin
    65. Eu não agüento mais
    66. Cuidando da Natureza
    67. De tudo um pouco.
    68. Vindo Lá da Lagoa
    69. No Aboio de Vaqueiro
    70. Caju Um Guerreiro
    71. A modinha do fuscão
    72. O Véio
    73. O Carrité do Coroné
    74. Filho Do Dr. E A Criança
    75. Porfia De Caju E Castanha
    76. A luz da lua
    77. Desafio Em Carreirão
    78. Botafogo X Campinense
    79. Torcida Brasileira
    80. DNA - A Verdade Vai Mostrar
    81. Nossas manchas
    82. O Filho do Dr. E A Criança
    83. Purucutruco
    84. Pra Que Chorar
    85. O Corinthians Dando Olé
    86. Lavadeira do Rio
    87. Fa Vela da Rocinha
    88. A Fome Zerou Zerou
    89. Água Fora Da Bacia
    90. Forrómangue
    91. Em frente à casa dela

    História e Glória (O Nascimento)

    Caju & Castanha

    Espere que eu vou contar, espere que eu vou contar,
    um pouco da minha vida, como foi minha subida pra no sucesso chegar.

    Espere que eu vou contar, espere que eu vou contar,
    Como foi minha subida e um pouco da minha vida e pra no sucesso chegar.

    Espere que eu vou contar

    Eu vou contar meu nascimento, com todo meu sofrimento,
    a de quando eu nasci pra cá.

    Ô quando foi pra eu nascer, houve um eclipse da lua,
    caiu um taco da rua, um cachorro pegou o rabo.

    Espere que eu vou contar

    Uma gata deu uma mulestia, uma muda quebrou a testa num bule de butá chá.

    Espere que eu vou contar

    E meu pai furou-se num prego, a minha irmã fugiu com um cego e meu tio deu pra roubar.

    Espere que eu vou contar

    E o nome da minha mãe era Amélia da Conceição e papai tomava um pifame dos dois olhos atravessar.

    Espere que eu vou contar

    E o nome do meu pai José Francisco Cardoso era o velho mais mentiroso a que o brasil pode criar.

    espere que eu vou contar

    O nome da minha vó Cecilia Brito Ferreira era a velha mais fuazeira do forró de Jiquiá.

    Espere que eu vou contar

    Até que cehgou um dia papai foi dançar um samba na casa de zé muamba la na Rua do Ingá.

    Espere que eu vou contar

    Papai dançando com mamãe os dois já tava chumbado e dava cada umbigada do peneira levantar.

    Espere que eu vou contar

    Ai me deram um repuxo e eu gritei dentro do bucho ô isso é samba ou um azar?

    Espere que eu vou contar

    Quando foi com poucos dias, mamae começou sofrer,
    ai disse pra papai ô negrinho pode ver uma parteira pra mim
    que o "garotin" quer nascer.

    Espere que eu vou contar

    Meu pai saiu na carreira, e doido desimbestado,
    Era poeira cobrindo, tinha um velho abestalhado,
    E ele chegou numa venda ficou bebendo fiado.

    Espere que eu vou contar

    Ele chegou numa venda, pediu uma cana fria,
    Encontrou-se com um cumpade, muitos anos que não via,
    Encheu a cara de cana e veio chegar com 15 dias.

    Espere que eu vou contar

    E quando a parteira chegou, aí eu tinha nascido,
    A parteira de pileque, e papai quase caindo,
    Ela chegou de caçola, que a saia tinha perdido.

    Espere que eu vou contar

    Quando a parteira chegou, era somente sorrindo,
    Com um cachimbo na boca, de vez em quando cuspindo,
    E era arrudiando a cama e o fumaçeiro cobrindo.

    Espere que eu vou contar

    E eu nasci mais no perigo, e pra contar o meu umbigo, num tinha com que cortar.

    Espere que eu vou contar

    E tinha uma foice velha num munturo abandonada,
    Tava toda enferrujada e relou pra lá e pra cá.

    Espere que eu vou contar

    Quando contarm o meu umbigo , e depois jogaram fora,
    um urubu passou na hora, botou no bico e dê cá.

    Espere que eu vou contar

    O urubu saiu voando, e o carcará farejando, aperreando até tomá.

    Espere que eu vou contar

    Minha mãe saiu de casa, sem ter rumo e paradeiro,
    Com muito pouco dinheiro, e com seis filhos pra criar.

    Espere que eu vou contar

    Chegando em Jaboatão, quando acabou o dinheiro,
    Meu irmão fez dois pandeiros, de lata pra nós tocar.

    Espere que eu vou contar

    Quando chegamos na praça, no centro de Jaboatão,
    Com dois pandeiro na mão, o povo pegou a juntar.

    Espere que eu vou contar

    Foi quando o prefeito chegou, disse que coisa estranha,
    Um tem cara de caju e o outro cara de castanha.

    Espere que eu vou contar

    Partimos para o Recife no Mercado São José,
    O povo ficava de pé pra ver a gente cantar.

    Espere que eu vou contar

    Fazia aquela rodada, era aquela alegria,
    E quando ia cobrar o povo todo corria.

    Espere que eu vou contar

    Viemos para São Paulo, com uma mão na frente e outra atrás,
    Que quando a gente chegou ficamos preso no Brás.

    Espere que eu vou contar

    Mas umdia em São Paulo, tava frio tava vento,
    E a gente dois matutos, parecendo dois jumentos,
    E a policia perguntou cadê logos os documentos

    Espere que eu vou contar

    E começou o sofrimento comigo e com meu irmão,
    E a gente foi morar debaixo do minhocão.

    Espere que eu vou contar

    Mas Jesus que é verdadeiro e o seu nome é honrado,
    E o caju gravou na cama para morrer consagrado.

    Espere que eu vou contar, espere que eu vou contar,
    um pouco da minha vida, como foi minha subida pra no sucesso chegar. (6x)

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