Pela razão
Dessas ideias que me tiram o sono
Hoje madrugo
No meu ranchinho aqui pela vila
Boto na forma uma tropilha
Nos meus pensamentos
Reculutando algum alento
Pra entender a vida
De fato os pingos
Que hoje encilho eu não escolhi
Mas embuçalo mesmo assim
Por minha precisão
De garantir o sustento
Para o bem dos meus
Que tem consigo a dura sina
A mesma que eu
Agora escuta o nome desses cavalos que vou lhe
Dizer
Quem sabe assim um pouco do que sinto me faço
Entender
A Esperança, a Força, a Destreza
O Desamparo, o Rigor, a Rudeza
O Desencanto, a Dor, o Pranto
A Fé, o Santo e a Incerteza
Essa é a tropilha que eu encilho no meu dia a dia
Na precisão de algum pila sem pedir socorro
De sol a sol na ansiedade de seguir adiante
E a Esperança é o que garante
Pra o changueiro que transita entre o campo e o
Povo