Meu galpão iluminado
Chão batido e bem socado
Quando me encontro a matear
Um paraíso na porta
E um casal de João Barreiro
São meus melhores parceiros
Quando me atrevo a cantar
Não me trazem mau agouros
E nem se vestem de corvos
Com maldades no olhar
Transmitem paz aos meus dias
Quem chega sente alegria
Neste abençoado lugar
São simples as coisas que tenho
Sagrada aos olhos de Deus
Se o chão socado que piso
É o mesmo no paraíso
Dos obreiros amigos meus
Nos separa uma par de asas
Mesmo céu galpão e casa
Mas na vida um só Deus