Sonho na mata

Amado Edílson

Tava dormindo e sonhei
No mesmo sonho escutei
Uma voz dizendo vai
Visitar as verdes matas
Fazer uma serenata
Nas montanhas do Pará

Eu entrei de mata adentro
Quando cheguei lá no centro
Afinei meu violão
Por andar em terra estranha
Pedi licença as montanhas
E cantei uma canção

Quando estava cantando
Chegou um índio me olhando
E começou a falar
Atenda a muruquixaba
Me acompanhe até a taba
Que o pajé mandou chamar.

Ali naquele momento
Eu parei meu instrumento
E de viver perdi a fé
Com meu violão de lado
Nessa hora fui levado
A cabana do pajé.

O pajé falou comigo
E disse assim meu amigo
Cante ai uma canção
Eu cantei e ele alegrou-se
Uma índia apaixonou-se
E ofertou seu coração.

Eu contemplei a beleza
Mais foi a maior surpresa
Que na vida eu pude ter
Conheci que era bela
E outra igual india aquela
Nunca mais irei de ver




Ali naquele momento
Falei ela em casamento
E o pajé não fez questão
Casamos mesmo na mata
Ouve uma serenata
De viola e de canção

Quando a festa terminou
Todo índio retirou-se
E eu dali sai também
Com a índia pela a flora
E ali naquela hora
Me acordei e não vi ninguém.
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