1. 1

    Juliana Spanevello - O Sábio do Mate

  2. 2

    Juliana Spanevello - Nos vagões daquele trem

  3. 3

    Juliana Spanevello - Bota Gaúcha

  4. 4

    Juliana Spanevello - No Romper da Trança

  5. 5

    Juliana Spanevello - Perfume

  6. 6

    Juliana Spanevello - Quando a Bota Encontra o Estribo

  7. 7

    Juliana Spanevello - Alguém Pra Cuidar de Mim

  8. 8

    Juliana Spanevello - De Plano Feito

  9. 9

    Juliana Spanevello - Pela Querência

  10. 10

    Juliana Spanevello - Bretes do Pensamento

  11. 11

    Juliana Spanevello - Campesina

  12. 12

    Juliana Spanevello - Eu e Meu Cavalo

  13. 13

    Juliana Spanevello - Outono

  14. 14

    Juliana Spanevello - Pampa e Flor

  15. 15

    Juliana Spanevello - Sureño (part. Aluisio Rockembach)

  16. 16

    Juliana Spanevello - De Alma, Campo e Silêncio

  17. 17

    Juliana Spanevello - Estampa

  18. 18

    Juliana Spanevello - Final de Seca

  19. 19

    Juliana Spanevello - Lágrima Na Garganta

  20. 20

    Juliana Spanevello - Legado Para Uma Nova América

  21. 21

    Juliana Spanevello - Morada

  22. 22

    Juliana Spanevello - O erro

  23. 23

    Juliana Spanevello - O Que Sei e Sou

  24. 24

    Juliana Spanevello - Pasto Nativo

  25. 25

    Juliana Spanevello - Prelúdio Final de Seca

  26. 26

    Juliana Spanevello - Súplica do Rio

  27. 27

    Juliana Spanevello - Vaca Parada

O Sábio do Mate

Juliana Spanevello

No fundo desse meu mate habita um sábio,
Um velho de barbas brancas que tudo entende...
Das trenas, das longitudes, dos astrolábios;
Encerra tudo o que apaga, tudo o que acende!

Na água - suave remanso - de rio tão largo,
Na erva verde-coxilha virgem de arado;
Procuro a luz do caminho dentro do amargo
No sábio que me responde, mesmo calado...

Pra ele não há segredos, não há mistérios...
Por velho, sovou as rédeas do coração...
Talvez por isso, a lo largo, todo o gaudério
Aceita tantos conselhos do chimarrão!

Quem ouve o sábio do mate, sabe da vida!
Mateia, assim solitário, com toda a calma...
Pois no silêncio do mate, em contrapartida,
Se escuta a voz experiente da própria alma!

Pois dormem dentro da cuia: pialos, bravatas!
A história desta querência em seus alfarrábios,
Sorvida pela memória em bomba de prata...
No fundo desse meu mate habita um sábio!

Pra ele não há segredos, não há mistérios...
Por velho, sovou as rédeas do coração...
Talvez por isso, a lo largo, todo o gaudério
Aceita tantos conselhos do chimarrão!

Um dia vai, outro chega, é esta a jornada...
Começa outro caminho se um chega ao fim...
E em cada mate que cevo na madrugada
O velho sábio se acorda dentro de mim!

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