1. 1

    Juliana Spanevello - O Sábio do Mate

  2. 2

    Juliana Spanevello - Nos vagões daquele trem

  3. 3

    Juliana Spanevello - Bota Gaúcha

  4. 4

    Juliana Spanevello - No Romper da Trança

  5. 5

    Juliana Spanevello - Perfume

  6. 6

    Juliana Spanevello - Quando a Bota Encontra o Estribo

  7. 7

    Juliana Spanevello - Alguém Pra Cuidar de Mim

  8. 8

    Juliana Spanevello - De Plano Feito

  9. 9

    Juliana Spanevello - Pela Querência

  10. 10

    Juliana Spanevello - Bretes do Pensamento

  11. 11

    Juliana Spanevello - Campesina

  12. 12

    Juliana Spanevello - Eu e Meu Cavalo

  13. 13

    Juliana Spanevello - Outono

  14. 14

    Juliana Spanevello - Pampa e Flor

  15. 15

    Juliana Spanevello - Sureño (part. Aluisio Rockembach)

  16. 16

    Juliana Spanevello - De Alma, Campo e Silêncio

  17. 17

    Juliana Spanevello - Estampa

  18. 18

    Juliana Spanevello - Final de Seca

  19. 19

    Juliana Spanevello - Lágrima Na Garganta

  20. 20

    Juliana Spanevello - Legado Para Uma Nova América

  21. 21

    Juliana Spanevello - Morada

  22. 22

    Juliana Spanevello - O erro

  23. 23

    Juliana Spanevello - O Que Sei e Sou

  24. 24

    Juliana Spanevello - Pasto Nativo

  25. 25

    Juliana Spanevello - Prelúdio Final de Seca

  26. 26

    Juliana Spanevello - Súplica do Rio

  27. 27

    Juliana Spanevello - Vaca Parada

De Alma, Campo e Silêncio

Juliana Spanevello

Noite de campo que vejo
Numa lembrança de outrora
Beira de um fogo que acalma
Triste cambona que chora
Alma povoada em silêncio
Deste meu rancho fronteiro
Mateando alguma saudade
Costeando o sono da espora.

Vento que geme na quincha
Feito um basto na estrada
Resmunga um som de tesoura
Do picumã, amorenada
Quem sabe traga de arrasto
Alguma manga pras casas
E um cheiro bruto de terra
Pra invadir a madrugada.

Noite que chora pro campo
Tocando a tropa da sanga
Batiza os lábios da china
Num galho flor de pitanga
Somente um sonho que cresce
Num distanciar de povoeiro
Que parte junto com a aguada
Pra alguém que vive de changa.

E a primavera se estende
Com os olhos claros pra lida
Bolear a perna na estância
Este é o meu rumo na vida
Solito eu cruzo as horas
Num camperear de invernada
De rédea firme por diante
Com alguma mágoa contida.

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