Origame (part. Marcello Gugu e Drik Barbosa Deus Abençoe)

Marcello Gugu

Eu vi o sol nasce, e corri pra vê
E senti a brisa me tocar
Depois que amanhecer, eu vou tirar um lazer
E hoje eu não vou trampar
Eu vim pra te dizer que a vida que
Eu queria eu vou buscar
E o tempo irá dizer, e você vai ver
Que nada vai me segurar…

[origame]
São 8 horas e eu to esmagado, igual sardinha no metro lotado
Eu vejo iphones tão conectados, eu vejo ternos tão amarrotados
Olho o relógio fico preocupado, mesmo com ele sempre adiantado
Sai mais cedo, cheguei atrasado, mais o que é um peido pra quem ta cagado?
A vida passa, o tempo passa também, a vida acaba o tempo acaba também
Nada é de graça, se conteudo contem, então não embaça corre atraz se convem
Metro abafado, a cidade é fria, vagão lotado, com a barriga vazia
Patrão folgado, só quer dinheiro, vadia tomando enquadro, em mim procuram, abadia
Mais ta firmão, tudo bem, nega é noiz ki tah, me sobra até uns trocadin pa pode compra
Uma aliança fim do mes nega eu vo te da, depois vo ve uma barraquin que é pa noiz mora
Pede pra deus, nosso pai e pros orixás, nos da saude, no caminho que noiz vai trilha
Pra cada dia da minha luta levo o patua, e peço a benção pra disputa que vo enfrenta
Reza por mim que eu vo pro eu trampo, mamãe, eu sigo o exemplo, meu espelho, papai
Antes de festa com mulher e champagne, vem minha família e diciplina, banzai
Retrato a vida em minha rima, chopin, não é tokugawa e luto igual samurai
Visto a camisa a calça e o force one, que deus proteja, a fé me alcançai

Eu vi o sol nasce, e corri pra vê
E senti a brisa me tocar
Depois que amanhecer, eu vou tirar um lazer
E hoje eu não vou trampar
Eu vim pra te dizer que a vida que
Eu queria eu vou buscar
E o tempo irá dizer, e você vai ver
Que nada vai me segurar…

[marcello gugu]
Somos humilde amianto contra marmore orgulho
Num lugar onde o céu é cinza o sol nasce em luz de mercúrio
O som do barulho é a voz da cidade
Capaz de fazer cópias terem sabor de novidade
Aqui escrevo minha história, nanquim e papel pardo
Onde manchas de suor são as marcas do meu fardo
Noites em claro, nenhuma em vão
Pois aprendi que estrelas só brilham por causa da escuridão
Calei a solidão com beijos de poesia
Feitas de amor platonicos, pregos e valentia
Vi escravos do capital, valores em aluminío
Esperança em forma de flor, brotar em campos de exterminío
Nossa fé é luz pra um momento difícil
Por isso nossos sorrisos são fogos de artifício
Bem, ossos do ofício, maratona pela cédula
Um dia a gente aprende a transformar o suor em pérola!

Eu vi o sol nasce, e corri pra vê
E senti a brisa me tocar
Depois que amanhecer, eu vou tirar um lazer
E hoje eu não vou trampar
Eu vim pra te dizer que a vida que
Eu queria eu vou buscar
E o tempo irá dizer, e você vai ver
Que nada vai me segurar…

[origame]
Deus fez os forte, pra os fracos possam superar
Deus fez a morte, pra que os atos possam preocupar
O homem o catole, o tabaco, e bens pra ostentar
E o transporte pra que escravos possam trabaia
Mete o pinote, do buraco, e bora planejar
Que o santo é forte, espirito opaco ele vai alerta
Então mulekote eu não embasso a meta e prospera
Não no holofote mais no palco e revoluciona

[marcello gugu]
Somos fascinação, vislumbre entre luzes
Encantos da vida e carregadores de cruzes
Temos o sonho morando na sombra do trabalho
E uma vida onde pagamos em diamente e recebemos em cascalho
Entre delícias e temperos, salmora e vinagre
Aprendemos a fazer do nosso coração a morada do milagre
Desconhecemos a derrota e que nosso sonho voe
Preces a orunmilá e que deus abençoe!
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